Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Os jovens da atual geração cresceram conectados. Redes sociais e jogos online fazem parte da rotina, do trabalho e das relações. Essas ferramentas já foram vistas apenas como vilãs, mas podem ser tanto prejudiciais quanto aliadas. O que define seu impacto é a forma como são usadas.

Por um lado, a internet democratizou oportunidades. Hoje um adolescente pode aprender inglês pelo YouTube, começar um negócio pelo Instagram e ter acesso a conteúdos sobre saúde mental que antes não chegavam na escola. Muitos influenciadores produzem conteúdo educativo e os jogos desenvolvem raciocínio, inglês e trabalho em equipe. Quando há propósito e orientação, a rede se torna uma aliada poderosa e abre portas que a geração anterior não teve.

Por outro lado, o problema está no excesso e na falta de senso crítico. As plataformas são feitas para prender a atenção, com feed infinito e notificações constantes. Isso faz o jovem se comparar com uma vida editada e inalcançável dos stories, gerando ansiedade e baixa autoestima. Nos jogos, a pressão para estar sempre online, manter ranking e agradar a comunidade afeta sono, rendimento escolar e convívio familiar. Sem limite, o que era lazer vira dependência.

Portanto, a internet não é vilã nem mocinha, é uma ferramenta. Para o uso saudável é preciso educação para o uso, com diálogo em casa sobre tempo de tela e orientação na escola sobre consumo consciente e saúde mental. Quando o jovem aprende a filtrar o que consome e entende que nem tudo na rede é real, ele mantém o equilíbrio e consegue continuar jogando e acompanhando quem admira sem deixar que o virtual substitua a vida real.