Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Na sociedade contemporânea, as redes sociais desempenham um papel significativo na formação dos comportamentos sociais, especialmente por meio de influenciadores digitais e pessoas próximas, como amigos e familiares. Nesse contexto, a promoção das apostas on-line como uma oportunidade de lucro rápido pode minimizar a percepção de seus riscos e favorecer a adesão irresponsável a essas plataformas. Assim, a influência da publicidade das apostas e a insuficiência da educação financeira contribuem para agravar esse problema, cujas consequências incluem conflitos familiares e sociais.

Em primeiro lugar, a divulgação das apostas on-line como uma oportunidade de obter lucros rápidos pode atrair usuários e levá-los a subestimar os riscos dessa prática. Nesse sentido, o código de Defesa do Consumidor, criado em 1990, assegura o direito à informação adequada e clara, além de proibir a publicidade enganosa. Sob essa perspectiva, anúncios que induzem o público ao erro podem criar uma percepção distorcida das apostas, fazendo com que sejam vistas como uma fonte de renda, e não como uma atividade que envolve perdas financeiras, favorecendo a repetição das apostas na tentativa de recuperar valores perdidos, aumentando a vulnerabilidade à dependência.

Além disso, a dependência em apostas on-line pode prejudicar as relações familiares, em razão dos impactos financeiros e emocionais dessa prática. Nesse contexto, o artigo 226 da Constituição Federal reconhece a família como base da sociedade e determina sua especial proteção pelo Estado. Entretanto, quando as apostas se tornam compulsivas, os efeitos da dependência fragilizam os vínculos familiares.

Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com as instituições de ensino, promover campanhas sobre os riscos das apostas, por meio das redes sociais e palestras educativas. Além disso, as instituições de ensino devem promover atividades de educação financeira, a fim de prevenir comportamentos compulsivos e reduzir os prejuízos familiares e sociais.