Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Na novela “A força do querer”(Globo,2017), é apresentada uma personagem chamada Silvana, onde ela enfrenta a dependência patológica em um jogo de aposta, gerando dívidas com agiotas e destruição familiar. Tal realidade ainda se faz presente na contemporaneidade, visto que, nos dias atuais há gravíssimos casos de vícios em apostas, gerando inúmeros conflitos. Nesse sentido, cabe a discussão sobre algumas causas desse fenômeno, como a invisibilidade midiática e a negligência estatal.
Em primeiro plano, cabe ressaltar a invisibilidade midiática como um propulsor ao vício constante aos jogos de aposta. Segundo Steve Jobs “A tecnologia move o mundo”, mas quando usada de forma incorreta, é capaz de causar destruição. A mídia, ao invés de alertar sobre os perigos do vício, ela atua majoritariamente na divulgação massiva de propagandas e no uso de influenciadores digitais para passar a falsa impressão de ganho fácil, mascarando a dependência psicológica e financeira das vítimas, ou seja, só divulgam aquilo que os beneficiam l.
Ademais, é preciso salientar que a negligência estatal também fomenta o impasse. O avanço do vício em jogos é impulsionado pela omissão do poder público em frear a publicidade abusiva e regular o setor com rigidez. Para Nicolau Maquiavel, o principal objetivo dos governantes é a manutenção do poder, deixando de lado o bem-estar coletivo. Essa ausência do Estado faz com que as plataformas atuem sem barreiras, capturando a renda e a saúde mental das famílias. Por isso, sem uma intervenção estatal,o problema deixa de ser individual e vira uma crise coletiva.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pelos atingidos por esse vício. Para isso, faz-se necessário que o governo federal, em parceria com a mídia, atuem na criação de campanhas nacionais de conscientização e restrição rigorosa à publicidade das “bets”, por meio de propagandas nas redes sociais. Tal atividade possui intuito de garantir, assim, a segurança financeira e a saúde mental dos cidadãos, em consonância com a dignidade humana.