Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
O filósofo Zygmunt Bauman, em sua citação “vivemos em uma sociedade de consumidores” evidencia a valorização do consumo na sociedade contemporânea e a dopamina instantânea causada por ele. Nesse contexto, a popularização das apostas on-line, divulgadas como uma forma de enriquecimento rápido, agravou o desenvolvimento de compulsão por apostas, impulsionado pela vulnerabilidade socioeconômica e insuficiência de medidas preventivas, dificultando o combate da problemática.
Diante disso, a vulnerabilidade socioeconômica brasileira contribui diretamente para o aumento da depêndencia em apostas on-line. A série sul-coreana “Round 6” retrata em sua obra, personagens marginalizados, que diante a dificuldades financeiras, acabam arriscando as suas própias vidas em jogos, tentando conquistar uma vida financeira melhor. Tal conjutura não se limita apenas à telas, tendo em vista que diversos brasileiros são atraídos pelas apostas on-line devido a falsa esperança de ganhar dinheiro rápido, resultando em endividamentos e perda de controle na sua própia vida. Podendo itensificar a dependência e agravar a desigualdade social.
Ademais, o descaso com a proteção dos consumidores itensifica para a depêndencia em jogos de apostas. Nesse contexto, o artigo 6 do Código de Defesa do Consumidor, lei 8.078/1990, proteje o consumidor de propagandas enganosas e abusivas. Entretanto, a divulgação de casas de apostas crescendo nas redes sociais, normaliza o ato de apostar, podendo criar uma falsa expectativa de conformismo no usuário, fazendo com que ele fique cada vez mais vulnerável a estragos financeiros e emocionais, afetando um ciclo de injustiças e falta de ampáro para os apostadores.
Portanto, cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, orgão responsável por formular e fiscalizar políticas públicas de saúde, promover campanhas públicas de concientização sobre a depedência em jogos de apostas on-line, com o apoio de psicológos, a fim de prevenir a compulsão e reduzir a desigualdade causada por essa prática. Assim, será possível proteger a população e construir um país mais próspero.