Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
O romance filosófico “Utopia”-Criado pelo escritor inglês Thomas More-retrata uma civilização idealizada na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea quando se trata dos desafios para combater o vício em jogos de apostas. Esse panorama ocorre não só em razão do Aparato Institucional como também do descaso midiático. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nesse cenário, primeiramente, é fulcral salientar a culpa ao poder público como degradante da situação. De acordo com as ideias do filósofo Jonh Locke, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, uma vez que isso não é feito, concretiza-se como uma violação ao contrato social. Com base nesse âmbito, é visível que esse papel não está sendo cumprido de forma eficiente, pois ainda existem empecilhos que tardam o combate desse entrave. Dessa forma, a atuação ineficiente do poder estatal compromete a a efetivação da garantia do bem-estar da população, colocando tal em risco lastimável.
Ademais, a carência de visibilidade nas mídias apresenta-se como outro desafio desse revés. De acordo com a célebre escritora Djamila Ribeiro, o primeiro passo para solucionar uma questão é tirá-la da invisibilidade. Diante dessa análise, percebe-se que a internet omite informações que conscientize o corpo social sobre as disfunções que irão enfrentar ao se relacionar com tal situação. Logo, tudo isso retarda o combate a Ludopatia, já que os meios de comunicação contribui para a perpetuação desse âmbito deletério.
Urge, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição do problema. Para isso, a máquina administrativa- servidor da garantia do bem estar populacional- em conjunto com a internet-repassador de informações- devem reforçar as políticas públicas; desenvolver sistemas de proteção por meio da destinação de verba. Por fim, poder-se-à concretizar a “Utopia” de Mores na sociedade brasileira.