Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
No filme “A Grande Aposta”, a busca por enriquecimento rápido conduzir à ruína financeira. Fora da ficção, essa lógica se repete no Brasil atual, com a explosão das “bets” e do Jogo do Tigrinho. Nesse cenário, é evidente que a dependência em apostas on-line é motivada por publicidade predatória e acarreta graves impactos psicossociais. Logo, medidas são necessárias para enfrentar o problema.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que o marketing enganoso é uma das principais causas do vício conforme o Texto ll, a Delegacia de Estelionatos de Maceió revela que influenciadores usam “conta demo” para simular ganhos fáceis de R$ 500 ou mais, atraindo seguidores. Ademais, segundo o Texto l, o relato " Conheci o jogo por um influencer" é comum no grupo Jogadores Anônimos. Somando a isso, o desemprego na pandemia, citada no texto lll, e a facilidade do celular na palma da mão ampliaram a vulnerabilidade, sobretudo entre jovens de 16 a 24 anos, 30% dos apostadores, conforme o Datafolha. Assim, cria-se a ilusão de dinheiro fácil.
Consequentemente, os efeitos da ludopatia são devastadores. De acordo com os Textos l e lll, a compulsão gera perda de contato familiar, dívidas com agiotas, perda de negócios e até tentativas de suicídio, como no depoimento de R., 27 anos. Isso ocorre por um mecanismo neuroquímico: a liberação de dopamina reforça a compulsão, aumentando a excitação e diminuindo o medo de errar, como explica a ciência no Texto lll. Por conseguinte, o Brasil já soma 2 milhões de viciados, 1% da população segundo a USP, com gastos médio de 20% do salário mínimo, tornando o vício uma questão de saúde pública.
Portanto, para mitigar esses vícios, o Ministério de Justiça junto com a Anatel deve fiscalizar e proibir a publicidade enganosa das bets com contas demo, e o Ministério da Saúde deve ampliar o atendimento psicológico no SUS para tratar a ludopatia, garantindo o bem-estar social.