Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Na obra “Quarto de Despejo”, Carolina Maria de Jesus retrata a dura realidade da maternidade na pobreza, mostrando como o sustento da família cai sozinho sobre a mulher. Fora do livro, o Brasil atual ainda reflete isso, pois a maternidade e as tarefas de cuidado seguem invisibilizadas e pouco valorizadas. Assim, é preciso analisar como o machismo estrutural e a falta de políticas públicas mantêm esse problema no país.
Em primeiro lugar, a divisão sexual do trabalho, alimentada pela cultura machista, é um dos principais fatores para a desvalorização das mães. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade atual costuma transformar problemas coletivos em responsabilidades individuais. Dessa forma, o cuidado dos filhos ainda é visto como tarefa só da mulher, sobrecarregando-a e dificultando sua permanência no mercado de trabalho.
Além disso, a falta de suporte do Estado para as famílias vulneráveis piora essa situação. A Constituição de 1988 garante que a proteção à família é dever do Estado. Porém, na prática, a escassez de creches públicas em tempo integral força muitas mães a abandonarem os estudos ou empregos, gerando um ciclo de dependência financeira e exclusão social.
Portanto, é preciso mudar essa realidade no Brasil. Para isso, o Governo Federal, via Ministério do Desenvolvimento Social e Ministério da Educação, deve ampliar o número de creches públicas em tempo integral nas periferias. Isso deve ser feito com verbas específicas para a construção dessas instituições, garantindo um local seguro para as crianças e permitindo que as mães voltem a estudar ou trabalhar, avançando rumo a uma sociedade mais justa.