Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 20/10/2026
Na obra “O Jogador” o escritor Fiador Dostoievski retrata a ruína psicológica e financeira de um indivíduo consumido pelo vício, evidenciando como a ilusão do ganho fácil obscurece a racionalidade humana. Fora da ficção, a literatura oitocentista manifesta-se de forma altamente no Brasil contemporâneo sob a roupagem da dependência em jogos de apostas on-line. Essa problemática, longe de ser um mero entretenimento casual, configura um grave desafio de saúde pública e ordem socioeconômica, cujas causas estão ancoradas no marketing agressivo mediado por influenciadores digitais e cujas consequências culminam na desestruturação mental e financeira dos cidadãos.
Em primeira análise, cumpre destacar que a massificação da publicidade digital atua como o principal vetor de engajamento nessas plataformas. No cenário atual, a proliferação de “bets” e jogos de azar virtuais ultiliza a imagem de figuras públicas de grande alcance para conferir uma falsa sensação de segurança e legitimidade ã atividade. Sob a promessa ilusória de obtenção de renda fácil e rápida, o público, sobretudo jovem, é bombardeado por narrativas de enriquecimento instantâneo. Desse modo, a facilidade de acesso via smartphones, aliada à gamificação do risco, naturaliza o hábito de apostar, transformando o que deveria ser recreativo em um gatilho para o comportamento compulsivo.
Como consequência direta desse cenário, observa-se o severo comprometimento do bem-estar biopsicossocial dos indivíduos afetados. O vício em jogos, clinicamente reconhecido como transtorno do jogo patológico, desencadeia disfunções neuroquímicas semelhantes as causadas por substâncias químicas, resultando em quadros graves de ansiedade, depressão e isolamento social.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para mitigar os impactos dessa patologia moderna no tecido social. Para tanto, cabe ao ministério da Fazenda e o mistério da saúde, intensificar a regulamentação da publicidade desse setor, proibindo terminamente os anúncios a de menores.