Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 20/10/2026

Na obra seriada “Round 6”, disponível na Netflix, é retratada a intensa disputa de participantes em um jogo para a obtenção de dinheiro. Na narrativa, observa-se como a necessidade financeira simboliza um fenômeno para o aumento da competição e fragilização do psicológico de muitos participantes. De forma análoga à ficção, na realidade brasileira, a necessidade financeira evidencia uma das causas para o aumento da dependência em jogos, como em apostas on-line. Nesse viés, é válido destacar o descaso governamental e a má influência midiática.

Sob esse prisma, é necessário frisar o descaso governamental como uma das causas da persistência do vício em apostas, já que o Estão não investe em medidas de acolhimento para pessoas viciadas. Conforme o filósofo John Rawls, em sua “Teoria da Justiça”, um governo ético é aquele que assegura que todos os cidadãos tenham uma vida digna. No entanto, na realidade atual, o pensamento do filósofo não se concretiza visto que o governo não investe de maneira efetiva em ações para o tratamento e desvinculação de jogos - como criação de centros de reabilitação e intervenção médica -, o que contribui para a persistência e aumento desse entrave na sociedade atual. Logo, são indispensáveis ações eficazes da máquina pública para acolher e desvincular a população de jogos de apostas on-line.

Além dos fatos supracitados, vale destacar a má influência midiática como outro fator que contribui para a problemática, já que a mídia retrata as casas de apostas como benéficas. De acordo com o conceito de “Indústria Cultural”, criado por Theodor Adorno e Max Horkheimer, a mídia banaliza questões sociais graves, ao retratá-las de forma superficial. À vista dessa crítica, na realidade contemporânea, a mídia incentiva e induz a utilização de plataformas de apostas através da divulgação por influenceres e famosos. Desse modo, é necessário intervenção midiática.

Portanto, é dever do Poder Executivo Federal - órgão máximo de poder executivo - criar centros de reabilitação, por meio da destinação de verbas públicas, a fim de diminuir o número de viciados em apostas.