Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 28/10/2024

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o vício em jogos pode ser considerado uma ludopatia, isto é, uma doença que consiste na vontade incontrolável de continuar jogando, mesmo sabendo das consequências negativas que isso pode causar. No Brasil, estima-se que esta atinge entre 1% e 1,3% da população, ou seja, entre 2,14 e 2,78 milhões de pessoas. Com isso, observa-se um delicado problema, que pode causar impactos negativos na saúde física e mental de quem sofre desta mazela, além do endividamento.

Hipócrates afirma que o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. Entretanto, este tem sido cada vez mais difícil de ser alcançado quando se trata de pessoas viciadas em jogos de aposta, visto o impacto físico e mental que estes causam aos jogadores. No primeiro aspecto, o excesso de jogos pode causar tendinite, problemas na visão (por ficar muito tempo em frente à tela) e até mesmo sedentarismo, pois a pessoa pode deixar de se exercitar para ficar jogando. Já em relação ao segundo aspecto, a saúde mental dos ludopatas pode ser afetada também, já que estes podem se isolar socialmente, acarretando em depressão, ansiedade, entre outros transtornos psicológicos.

Além disso, o endividamento deste grupo é outra consequência negativa do problema em questão. Segundo o Instituto de Pesquisa Locomotiva, 86% dos brasuleiros que fazem apostas estão endividados. Isso se deve ao fato de que estes não estabelecem um limite do quanto apostar e continuam jogando mesmo quando perdem, na expectativa de recuperar o dinheiro já perdido. Ademais, os apostadores, muitas vezes usam cartão de crédito e gastam mais do que podem pagar.

Portanto, é imprescindível intervir neste revés. A mídia deve criar propagandas, a fim de conscientizar a população das implicações que esta prática pode causar, por meio da televisão e das redes sociais. Adicionalmente, o governo deve oferecer tratamento psicológico e aulas de educação financeira aos ludopatas. Dessa forma, será possível reduzir a quantidade de brasileiros afetados por este mal tão recorrente na sociedade atualmente.