Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 30/10/2024
A Constituição Federal de 1988 garante o pleno direito à dignidade a toda a população. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto as ocorrências de dependências em jogos de apostas online. Com isso, observa-se a concretização de um cenário desafiador em virtude da má influência midiática e da inoperância estatal.
A princípio, é fulcral atentar à insuficiência de discussões sobre os vícios de jogos de apostas. Nessa perspectiva, o filósofo Habermas alegava que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, discutir um problema é um meio de enfrentá-lo. Sob esse viés, o silenciamento das decorrências dos vícios em jogos de apostas torna-se preponderante nessa problemática, uma vez que a população em geral não tem consciência das consequências dos vícios em apostas – dívidas, vícios, dependência. A ausência de informação sobre como utilizar corretamente essas plataformas gera a ocorrência da dependência e manipulação. Logo, evidencia-se o silenciamento como um desafio que deve ser resolvido para enfrentar os impactos dos jogos de azar.
Ademais, vale destacar a negligência governamental como um dos desafios no enfrentamento do imbróglio. Sob essa óptica, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar da nação. Isto é, cabe ao poder público solucionar questões latentes no país, como as decorrências dos vícios em apostas. Nesse sentido, nota-se que o governo assume uma postura omissa, posto que a ausência de políticas públicas de proibição e fiscalização, uma vez que a liberdade de utilização gera o uso incontrolável, causando danos à dignidade humana. Desse modo, é necessário que a atuação estatal seja eficaz para atenuar a problemática.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Economia — órgão responsável pela gestão do dinheiro público — juntamente com a mídia em massa, criar campanhas publicitárias apresentando as consequências e meios de solução para esses vícios. Tal propaganda deve ser vinculada por meio das redes sociais, a fim de trazer visibilidade e soluçao problemática, para que, assim, a dignidade humana seja garantida.