Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 02/11/2024

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, tal direito não tem se reverberado com ênfase, na prática, quando se observa as causas e consequências da dependência em jogos de apostas, o descaso do Estado com esse problema de saúde pública grave e, também, as sensações que tais jogos causam ao cérebro humano, dificultando, desse modo, a universalização desse direito nacional de tal importância. Perante essa perspectiva, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

A princípio, nota-se que, devido à ineficácia do Estado, problemas de saúde relacionados à dependência em jogos de apostas vêm se agravando. Esse contexto de ineficiência das esferas do poder expõe a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que as narra como presentes na sociedade, contudo, sem desempenhar seu papel social com eficácia. Sob esse viés, devido à baixa atuação das autoridades, a saúde dos brasileiros é ameaçada, pois, segundo o departamento de psiquiatra da USP, um porcento da população brasileira sofre de dependência em apostas virtuais. Assim, paulatinamente, o Brasil se torna um país composto por viciados em apostas, debilitando a saúde pública.

Ademais, é necessário ressaltar que as sensações que os jogos de apostas causam ao cérebro humano são nocivas. Nesse sentido, conforme o médico austríaco Sigmund Freud, o hormônio da dopamina é responsável por trazer o prazer humano, dessa forma, atividades que liberam esse hormônio são viciantes ao comportamento humano. Diante de tal exposto, percebe-se que essas casas de apostas transmitem ao ser humano um efeito viciante, pois elas liberam dopamina de maneira desenfreada, segundo o jornal “Globo”. Dessa forma, é nítido que cidadãos não conseguem se desfazer desse vício e acabam debilitando sua vida financeira com gastos descontrolados. Logo, é inaceitável que este cenário continue a perdurar.