Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 02/11/2024

A Constituição Federal assegura direitos fundamentais à vida digna de seus cidadãos. Porém, a dependência em jogos de apostas online e suas consequências, como a destruição familiar, interferem no sistema harmônico do governo brasilei-ro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e suas implica-ções na temática. Assim, de acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efeti-va sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre o caráter negativo vinculado às apostas virtuais destoa do pro-gresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Desse modo, a população não toma iniciativas para se prote-ger do vício que está velado nesse cenário lúdico, possibilitando a entrada de mi-

lhares de cidadãos neste submundo do vício apostivo. Consequentemente, essa ausência de autocritica funciona como base para a intensificação do aumento das pessoas associadas às casas de aposta, totalizando 1% do PIB do Brasil.

Ademais, convém destacar as falhas estatais. Analogamente, John Rawls, na teo-ria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, observa-se a falta de imposição dos governantes para afunilar o número de pessoas que se perdem neste mercado de apostas, o que contrasta com a tese do autor, uma vez que o governo parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista que as empresas por trás destes projetos análogos aos cassinos têm o-perado sem muitas complicações, ganhando forte relevância no mercado nacional. Dessa maneira, as famílias assistem seus patrimônios serem arrasados quando um integrante do grupo parental acaba caíndo nessas armadilhas do mundo das apostas onlines, degradando milhares de brasileiros direta e indiretamente.

Portanto, o Ministério das Comunicações, por meio das propagandas nos ambi-

entes midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, este órgão deve convidar psicólogos para orientar os telespectadores a respeito do impasse discutido. Sendo assim, o tecido social se desprenderá dessa prática negativa das apostas virtuais.