Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 07/02/2025

“Solta a carta […] tigrinho […] / Pra eu pegar o meu dinheiro […] é um hit que vira-lizou no “TikTok” no final de 2024 no Brasil, ao mostrar que o personagem lírico joga um conhecido recurso lúdico que rende pagamento e espera ansiosamente pelo retorno. Isso reforça o quão em alta está tal prática no país. Por conseguinte, é indispensável explorar as causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line, porquanto há a divulgação em massa de tal produto nas mídias sociais e a submissão pessoal a esse conteúdo na era digital.

Em primeira análise, ocorre a preponderância do “marketing de influência” por per-sonalidades públicas sobre os jogos virtuais que envolvem recebimento de dinheiro no cenário brasileiro. De acordo com o artigo 50 da lei número 3.688: “Estabelecer ou explorar jogo de azar em lugar público ou acessivel ao público, mediante o pagamento de entrada ou sem ele” enquadra-se como uma infração penal. Nessa perspectiva, observa-se que inúmeros famosos de qualquer nicho divulgam nas próprias redes sociais, com mais de 200 mil e até milhões de seguidores, as recreações sugestivas com os falsos resultados e atraem apostadores em larga proporção. Logo, é perceptível a disseminação na sua totalidade dos materiais lúdicos que geram montante na internet.

Em segundo exame, muitos seres humanos encontram-se sujeitos a esses tipos de jogadas no contexto digital. Segundo a Universidade de São Paulo (USP), cerca de 2 milhões de brasileiros são viciados em tal atividade. Nesse sentido, com o fácil acesso ao celular, nota-se que diversos homens e mulheres começam a jogar, por exemplo, o jogo do tigrinho ou do Coelho, de modo diário e nem percebe a cons-tância. Assim, as pessoas perdem e ganham valores a todo momento, configuran-do-se como um ciclo de vida vicioso. Portanto, é explícito que parcelas populacio-nais acham-se em uma dominação aos incertos materiais virtualmente.

Cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Ministério das Comunicações, desenvolver um informe educativo que conscientize aos influ-enciadores e aos cidadãos em relação aos perigos das jogatinas, divulgando-o em anúncios nas redes sociais — canal comunicativo alvo da situação e de grande al-cance — com uma recorrência de três vezes ao dia. A fim de a ludomania diminuir.