Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 27/10/2025

Segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. Diante desse contexto, nota-se a importância do ambiente virtual para a sociedade. No entanto, emergem os desafios da dependência em jogos de apostas on-line. Tal cenário decorre da omissão estatal e da naturalização do problema na sociedade contemporânea.

Em primeira análise, a negligência estatal é um dos principais propulsores da dependência em jogos on-line. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes afirma que é dever do Estado garantir o bem-estar da população. No entanto, a ausência de leis que regulamentem a divulgação de jogos e casas de apostas diverge do que é proposto por Hobbes, pois a manutenção desse cenário agrava problemas como o endividamento da população e o aumento de transtornos psicológicos relacionados ao vício em jogos. Desse modo, faz-se necessária a implementação de mudanças no âmbito legislativo.

Ademais, a naturalização dos jogos de apostas on-line na sociedade contemporânea mascara a gravidade do problema. Em consonância com o pensamento de Hannah Arendt, a banalidade do mal decorre da ausência de pensamento crítico. Dessa forma, a divulgação de casas de apostas por grandes influenciadores, aliada a uma sociedade pouco reflexiva, torna o vício em jogos virtuais uma problemática invisível e banal.

Diante desse contexto, medidas exequíveis são necessárias para mitigar as causas e consequências dos jogos de apostas on-line. Para isso, é preciso que o Tribunal de Contas da União destine recursos que, por intermédio do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, sejam revertidos na criação de leis que regulamentem a publicidade de casas de apostas e na implementação de campanhas informativas nas grandes mídias e escolas com o intuito de conscientizar a população acerca da gravidade do vício em jogos. Assim, espera-se que, em médio e longo prazo haja a mitigação do problema.