Causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil

Enviada em 31/08/2025

No livro “Vidas secas”, o escritor Graciliano Ramos retratou as reais dificuldades enfrentadas pelos moradores de áreas de clima semiárido. Analogamente à realidade do livro, a estiagem prolongada é uma realidade evidente em regiões de irregularidade pluviométrica do território brasileiro. Desse modo, é oportuno destacar como principais causas da intensificação desse fenômeno natural: o desmatamento e as mudanças climáticas globais.

Em primeiro plano, é perceptível que o desmatamento é uma causa recorrente para a intensificação e prolongamento da estiagem no país. Sendo assim, o documentário “Ser tão velho cerrado” aborda como o desmatamento excessivo pode acarretar a escassez pluvial, uma vez que o desmatamento auxilia na redução da umidade do ar e interfere na absorção de água no solo. Consoante a isso, nota-se que a devastação florestal decorre da escassez de fiscalização estatal em áreas de mata ameaçada. Como consequência, percebe-se a elevação do número de áreas com intensificação da seca originado do desmatamento. Dessa maneira, é notável uma precisa mudança desse cenário pela intervenção do Estado.

Ademais, a intensificação das mudanças climáticas globais é um fator adicional do aumento da frequência e intensificação da estiagem no Brasil. Referente a isso, o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) publicou o livro “Desertificação e mudanças climáticas no semiárido brasileiro” que detalha como as decorrentes mudanças climáticas estão acelerando o processo de desertificação no semiárido brasileiro, aumentando o período de estiagem. Em função disso, a perturbação climática, intensificada pela ação antrópica, figura como uma das substanciais causas para a elevação da escassez de chuvas. Consequentemente, observa-se uma grande perda da biodiversidade em locais de clima semiárido. Dessa forma, cabe Estado limitar ações que intensificam a instabilidade climática no Brasil e no mundo.

Portanto, torna-se claro que a problemática apresentada advém, sobretudo, da ineficiência do aparato estatal. Por conseguinte, cabe ao Estado, responsável por garantir o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Educação, campanhas de conscientização em escolas, visando garantir a conscientização de preservação de áreas de clima semiárido.