Causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil

Enviada em 01/09/2025

No livro “Vidas secas”, o escritor Graciliano Ramos retratou as reais dificuldades enfrentadas pelos moradores de áreas de clima semiárido. Analogamente à realidade do livro, a estiagem e a seca severa são uma realidade evidente em regiões de irregularidade pluviométrica do território brasileiro. Desse modo, é oportuno destacar como principais causas da intensificação desse fenômeno natural: o desmatamento e as queimadas para a prática do cultivo.

Em primeiro plano, é perceptível que o desmatamento é uma causa recorrente para a intensificação e prolongamento da estiagem e da seca no país. Sendo assim, o documentário “Ser tão velho cerrado” aborda como o desmatamento excessivo pode acarretar a escassez pluvial, uma vez que o desmatamento auxilia na redução da umidade do ar, reduzindo assim a evapotranspiração, atenuando a formação de nuvens de chuva. Consoante a isso, nota-se que a devastação florestal decorre da escassez de fiscalização estatal em áreas de clima já propensas a grandes períodos de seca. Como consequência, percebe-se a elevação do número de áreas com intensificação da seca originado do desmatamento exacerbado. Dessa maneira, é notável uma precisa mudança desse cenário pela intervenção do Estado.

Ademais, as queimadas deliberadas para fins agrícolas são um fator adicional para a intensificação da estiagem no Brasil. Referente a isso, Humberto Alves e Catarina de Oliveira retratam em seu livro “Um século de secas” como práticas agrícolas, principalmente as queimadas, contribuíram para a degradação ambiental e a intensificação da estiagem e seca em áreas semiáridas do Brasil. Em função disso, a queima de vegetação figura como uma das substanciais causas para o agravamento da escassez hídrica em regiões semiáridas. Consequentemente, ocorre a degradação do solo e a ampliação da desertificação regional. Dessa forma, cabe aos órgãos públicos fiscalizar e impedir a realização de queimadas florestais.

Portanto, torna-se claro que a problemática apresentada advém, sobretudo, da ineficiência do aparato estatal. Por conseguinte, cabe ao Estado, responsável por garantir o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Educação, campanhas de conscientização em escolas, visando garantir a conscientização de preservação de regiões áridas intermediárias.