Causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil

Enviada em 07/09/2025

Os fenômenos da natureza fazem parte de um ciclo autorregulatório que reage frente às drásticas mudanças climáticas globais em curso, ocasionando em problemas para os povos que não estão preparados para lidar com essa reação.

Dois dos fenômenos responsáveis pelas mudanças climáticas globais, normalmente chamadas de aquecimento global, são o “El niño” e a “La niña”. Em suma, esses dois eventos tratam do aquecimento ou resfriamento excessivo da corrente de Humbolt, que passa nas partes chilena e peruana do continente. Tais eventos afetam o norte e, de forma mais perceptível, o sul do Brasil. Isso, na forma de estiagens, secas ou chuvas excessivas que causam alagamentos como o que ocorreu no Rio Grande do Sul em 2024.

Além desses fenômenos, outro causador das estiagens e secas que estão ocorrendo no Brasil é o desmatamento que vêm se intensificando na Amazônia, segundo relatórios mais recentes do IBGE. Isso porque parte das chuvas que ocorrem no país são de origem convectiva, ou seja, causadas principalmente pela evapotranspiração das árvores da parte norte do país.

Assim, no contexto demonstrado, a união desses eventos com outros fenômenos climáticos de maior ou menor impacto, traz consequências para a vida da população. Entre essas consequências está a intensificação das ilhas de calor, que são áreas centrais de grandes cidades com temperaturas excessivamente elevadas e concentração de gases que podem afetar a saúde, causada pela falta de chuva e a prejudicação das plantações que estão sendo submetidas a um ciclo climático diverso do ideal. Ambas consequências ampliam problemas de segurança alimentar, moradia, saúde e qualidade de vida da população desses locais ao afetar a oferta de alimentos, empregos e etc.

Portanto, há dois caminhos que o Governo Federal, que possui competência para tal, pode seguir para resolver os problemas ocasionados pelo Aquecimento Global: o primeiro é oferecer subsídios para os mais afetados, de forma a mitigar as consequências que afetam as populações mais vulneráveis, e o segundo é alocar mais recursos destinados a cumprir acordos climáticos como o Acordo de Paris que visem resolver a crise climática global.