Causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil
Enviada em 06/08/2025
Em “Instituição Zumbi”,o sociólogo Zigmunt Bauman explora o paradoxo de órgãos que mantêm sua estrutura,mas não cumprem suas funções.No Brasil, essa lógica é evidente no Sistema Agrícola que,embora seja responsável por manejar o solo e os corpos dágua,falha em minimizar os impactos ambientais.Essa realidade relaciona-se,sobretudo,à exclusão informacional de grupos sociais vulneráveis,bem como à fragilidade na implementação de políticas públicas.Diante disso,é preciso discutir sobre as causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil.
Em primeiro plano,a falta de acesso a informações e a espaços de decisão compromete o envolvimento dos ribeirinhos aos efeitos da seca no Brasil.Nesse sentido,a socióloga Maria Gohn afirma que essa exclusão ultrapassa os limites da pobreza,sendo intensificada pela carência de acesso à informação e à participação cidadã.Essa lógica se evidencia quando agricultores e comunidades tradicionais, afetados pela estiagem, são deixados à margem das decisões sobre o uso da terra e da água,além de não receberem suporte técnico ou campanhas educativas sobre preservação hídrica.
Ademais,a fragilidade na implementação de políticas públicas potencializa as consequências da estiagem.Sob esse viés,filósofo Platão advertia que “a pior forma de injustiça é a justiça simulada”,ao denunciar medidas que existem apenas na teoria.Por conseguinte,isso se traduz em programas de combate à seca que são descontinuados ou insuficientes,como a demora na construção de reservatórios e a falta de incentivo à recuperação de áreas de recarga hídrica.Como consequência, a população pobre permanece vulnerável,dependendo de soluções emergenciais paleativas que não resolvem o problema estrutural de falta d’água.
Para superar a seca e a estiagem,é fundamental que o Governo Federal estabeleça mecanismos de monitoramento,como auditorias na Controladoria-Geral da União, garantindo que os recursos destinados contra a seca sejam aplicados.Para isso,deve-se ampliar investimentos em infraestrutura hídrica,como reservatórios e projetos de recuperação ambiental.Outrossim,deve-se promover o acesso à informação aos agricultores,por meio de campanhas educativas e envolve-los nas decisões sobre a terra. Assim, e Estado não será uma “Instituição Zumbi”.