Causas e consequências da estiagem e da seca no Brasil

Enviada em 11/08/2025

O dia da Sobrecarga é uma data que evidencia o uso excessivo dos recursos naturais do planeta, tornando-se insuficientes para suprir o consumo da humanidade na Terra. De modo análogo, o aumento do desmatamento e do aquecimento global favorece a redução e a alteração dos processos naturais de pluviosidade, gerando consequências como secas e estiagens. Logo, cabe analisar as causas e efeitos das alterações chuvosas que geram secas e estiadas no país.

Inicialmente, cabe comentar acerca das causas que geram as insuficiências nos níveis de pluviosidade. É de conhecimento comum que o desmatamento afeta diretamente os índices de chuvas, pois tende a reduzir a evapotranspiração das árvores, reduzindo a eliminação de água para atmosfera com o intuito de gerar cargas d’água no planeta. Além disto, o desmatamento também pode favorecer o aquecimento global, pois a retirada da cobertura vegetal deixa o solo nu e favorece a radiação solar neste local. Este processo promove uma taxa de evaporação elevada, que em curto prazo pode gerar chuvas intensas, mas em longo prazo culmina em processos de seca e estiagem, sendo o maior exemplo deste processo o Sertão Nordestino.

Por conseguinte a supracitado, pode-se comentar sobre a redução das chuvas e seus impactos. Assim como ocorrido no sertão nordestino, a falta de processos naturais de pluviosidade acarreta em dificuldades para a produção agrícola, principalmente de alimentos necessários à sobrevivência, pois a escassez de chuva combinado com excesso de radiação solar impede o desenvolvimento agropecuária para subsistência. Além disto, a redução nos índices de pluviosidade provoca alterações no ciclo hidrológico como a redução na recarga dos aquíferos disponíveis para o consumo humano, denotando o uso excessivo dos recursos hídricos do planeta exposto pelo dia da Sobrecarga.

Portanto, cabe ao Poder Público, com apoio de órgãos como o Ministério do Meio Ambiente e sua união com pesquisadores, engenheiros e meteorologistas, promover formas de mitigar as alterações no ciclo hidrológico e pluvioso por meio de pesquisas de campo, visando atenuar as consequências geradas pela escassez de chuvas no país e, dessa forma, evitar a sobrecarga dos recursos naturais.