Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 05/05/2019

Pouco investimento. Equipamentos insuficientes. Baixo reconhecimento. Rivalidade entre as torcidas. Fanatismo. Falta de educação do torcedor. Não se pode negar os inúmeros problemas enfrentados pelas pessoas torcedoras e praticantes de esporte no Brasil. Tal realidade vai de encontro a um dos principais pontos negativos, a violência. Diante disso, para modificar tal contexto, faz-se necessário uma formulação de alguns setores.

É preciso considerar, antes de tudo, as desvantagens oferecidas pelas as rivalidades entre os times. O número de mortes por causa de brigas no futebol pode ter diminuído na temporada de 2017 em comparação com os anos anteriores, mas a violência só aumenta. Em 2017, foram 11 mortes motivadas por rivalidades clubísticas, como atesta o sociólogo Maurício Murad. A falta de punição é tanta que 17% dos brigões são reincidentes, e apenas 3% dos processos de violência no futebol acabam em condenação.

É válido ressaltar, ainda, que a falta de investimentos e de treinamentos de pessoas que trabalham na segurança ainda é uma problema a ser resolvido.

Como podemos observar que apesar de não ter ocorrido mortes, a partida entre Flamengo e Independiente-ARG, pela final da Copa Sul-Americana, apresenta a clara falta de preparo dos órgãos que realizam o evento. Pois tinham mais de 540 policiais e guardas que trabalhavam na noite do jogo, outros mil seguranças particulares foram contratados pelo Flamengo para ajudar na segurança dos torcedores e mesmo assim houve violência. Isso também nos mostra que a Polícia Militar não tem preparo, que a impunidade é a realidade e que não existe fiscalização alguma.

É fundamental, portanto, uma parceria entre o Ministério do Esporte e a mídia, na qual esta será responsável, por meio de programas televisivos de esporte e campanhas publicitárias, por fiscalizar as ações governamentais e informar a população sobre os ocorridos, transformando a sociedade em um agente ativo de busca pelo cumprimento dos direitos garantidos pela constituição. Que o Ministério da Justiça e cidadania possa atuar na defesa da segurança pública, melhorando a capacidades dos que nos protegem.