Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 06/05/2019
Antiesportismo brasileiro
Conhecido mundialmente como “o país do futebol” o Brasil também carrega o estigma de ter encerrado o ano de 2014 como a nação que mais mata por causa deste esporte em todo o planeta. A rivalidade esportiva vai além dos estádios, ginásios ou arenas, ela começa das formas mais diversificadas. O vandalismo, a agressividade e o deficit na fiscalização conduzem os torcedores, fanáticos ou não, à estatísticas de morte e violência.
Por ser o esporte brasileiro mais popular, o futebol ganha destaque nos casos de grande hostilidade, sejam elas verbais ou corporais, fazendo milhares de vítimas todos os anos. Tais tipos de agressividade vêm se tornando comuns; com o advento da internet, são observados cada vez casos de bullying e ameaças. Algo que deveria ser fator apaziguador diante do “espírito esportivo” passou a ser sinônimo de hostilidade e selvageria.
A fiscalização no tocante aos eventos esportivos muitas vezes é falha. O contigente e estruturas montados para os eventos muitas vezes não conseguem conter a demanda, permitindo que torcidas organizadas, pessoas alcoolizadas e até mesmo armadas adentrem, não somente as arenas, mas também suas imediações causando os mais variados transtornos, transformando o que deveria ser um divertimento em terror e medo. Mesmo as medidas cautelares como o cadastramento de torcedores, proibição de identificação de torcidas e o comparecimento as delegacias em dia de jogo têm se mostrado ineficientes.
Infere-se que deve haver uma campanha mais rigorosa por parte não apenas das autoridades, mas também um maior envolvimento dos clubes buscando um melhor entendimento entre torcidas rivais, incentivando a paz em campo e também fora deles. Punições mais eficazes e rigorosas, bem como uma maior fiscalização das medidas cautelares. Com mais segurança e eficácia poderemos trazer de volta ao esporte brasileiro uma competição saudável e desportiva.