Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 06/05/2019

Na alegoria da caverna,o pensador grego Platão estabelece,por meio de uma metáfora,a ideia de que o homem encontra-se acorrentado na escuridão.Atualmente,com a recorrência da violência esportiva no Brasil,é perceptível a existência de uma conjuntura como a ilustrada por esse filósofo.Assim sendo,cabe analisar as causas com o objetivo de evitar as calamitosas consequências dessas práticas.

É importante salientar,antes de tudo,que o esporte,uma das principais manifestações culturais dos brasileiros,nada mais é do que uma reflexo da sociedade.Hodiernamente,parte do corpo social do nosso país é,por fatores como, por exemplo,condições socioeconômicas precárias e intolerância às diferenças,violento.Dessarte,o problema é de  difícil resolução devido à sua origem estar enraizada no cotidiano.

Além disso,outra causa preponderante é a negligência governamental frente aos atos ilícitos praticados nos ambientes esportivos.Segundo Émile Durkheim,a sociedade é formado por partes que interagem entre si,podendo ser comparado,dessarte,a um corpo biológico.No Brasil,porém, essa lógica é quebrada quando as punições para os transgressores são brandas ou,não raro,inexistentes.Assim,o a barbárie é difundida e as consequências são péssimas: pessoas inocentes feridas nas brigas, estabelecimentos arrasados e,até mesmo,mortes.

Diantes das causas e das consequências da violência no esporte brasileiro,é possível,portanto,solucionar o problema.Em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve ,por meio de uma reforma educacional,e em parceria com as Ongs,incutir na grade escolar palestras sobre o comportamento cívico adequado em locais públicos,com o objetivo de criar nas novas gerações noções de respeito aos demais cidadãos.Ademais, cabe ao Poder Legislativo criar uma lei que exclua indefinidamente dos estádios,quadras e ginásios o individuo que participar de brigas,atos de vandalismo ou violência em âmbitos esportivos.Dessa forma,será possível dar o primeiro passo para quebrar as correntes platônicas.