Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 05/05/2019
Segundo a Constituição Cidadã de 1988, o esporte é direito do cidadão e dever do Estado. Nesse contexto, o futebol é protagonista e visto como paixão nacional, contudo, na atualidade, está cada vez mais relacionado com a violência. Dessa forma, medidas são necessárias para combater essa problemática no Brasil.
É notório, de início, a atuação das torcidas organizadas nos atos de violência. Isso porque atuação em grupo facilita comportamentos agressivos em virtude dos interesses em comum dos membros. Nesse contexto, com base em dados do sociólogo Maurício Murad, em 2014, 18 mortes foram motivas por rivalidades clubistas de forma comprovada. Por consequência, infelizmente, tem-se o afastamento dos torcedores dos estádios já que remetem à insegurança.
Aliado a isso, a falta de uma lei específica para lidar com essa violência prejudica o cenário. Nessa conjuntura, notícias relacionadas à questão são comuns nos país, como a invasão ao Maracanã em dezembro de 2017, que causou danos e gerou confusão dentro e fora do estádio, e demonstram a necessidade de políticas públicas severas. Devido a essa situação, conforme o Ministério do Esporte, apenas 3% dos processos esportivos acabam em condenação. Logo, devido à impunidade a reincidência das práticas violentas são fomentadas.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater a violência nos estádios brasileiros. Para isso, cabe ao Ministério do Esporte ampliar as campanhas e debates, por meio dos programas televisivos e com a participação dos jogadores, com a finalidade de repreender a violência e incentivar o convívio das torcidas de maneira pacífica. Ademais, cabe ao Legislativo atuar na criação de uma Lei específica para a questão que atue em razão do nível da violência e, em parceria com a Polícia Civil, busque a identificação dos agressores por monitoramentos nas redes sociais e câmeras de segurança a fim diminuir a impunidade. Quem sabe, assim, a situação comece a melhorar no país.