Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 09/05/2019

A sociedade brasileira viu no esporte, principalmente no futebol, uma maneira de elaborar elementos próprios da cultura brasileira, um caráter particularmente brasileiro, uma vez que somos marcados pelo hibridismo cultural proveniente do colonialismo. Dessa fora, os brasileiros levam o futebol de lazer à paixão, ascendendo um fanatismo que tem como consequência a rivalidade, o vandalismo e a violência entre as torcidas.

As torcidas organizadas, fruto do fanatismo futebolístico, juntamente com a falta de organização da Polícia Militar (dentre outros órgãos de segurança pública) tendem a, tradicionalmente, gerar conflitos de enorme gravidade dentro e fora dos estádios em dias de jogos, transformando o local em palco de guerra. Portanto, reprimem muitas famílias e outros torcedores civilizados de frequentarem o mesmo.

As partidas de futebol, devido a enorme popularidade, costumam ocorrer toda semana entre os grandes clubes, sendo assim, toda semana é visto nos noticiários tragédias nas arquibancadas. O último relatado foi na partida entre Cruzeiro e Goiás, no dia cinco de maio (domingo), no Mineirão pelo Campeonato Brasileiro. O tumulto foi, segundo relatos de testemunhas ouvidas pela PM, dois torcedores do Cruzeiro foram baleados na região do tórax após um tumulto generalizado, com pedras e barras de ferro.

Nessa perspectiva, faz-se necessário uma intervenção direta dos órgãos de segurança pública no assunto. No entanto, com maneiras pacificadoras de agir, como uma maior organização no ingresso do torcedor ao estádio e uma maior vigilância nas arquibancadas, evitando o contra-ataque policial que apenas reprime e não previne as tragédias. Uma outra maneira cabível de pacificação no ambiente seria o incentivo de famílias nos jogos, fracionando os ingressos destinados às grandes torcidas organizadas. Assim, redirecionando o esporte ao verdadeiro valor que possuí, o de entretenimento e saúde.