Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 09/05/2019
Regresso no esporte
Na Roma Antiga, era comum a prática da batalha de gladiadores, um esporte violento e fatal, que ocorria no Coliseu. Séculos depois, no Brasil, observam-se casos de violência no futebol, principalmente nos estádios, que são o cenário da aglomeração de torcedores excitados e jogadores sob pressão. A violência no esporte brasileiro compõe um dos maiores empecilhos para a paz nessa modalidade no país.
De acordo com os fatos apresentados anteriormente, pode-se citar um caso de violência que ocorreu no início de 2019 no Estádio Alfredo Jaconi em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul: torcedores juventudistas agrediram fisicamente um torcedor gremista que se localizava na torcida adversária e comemorou a pontuação do seu time, de acordo com o jornal local “Pioneiro”.
Conforme visto anteriormente, há casos de violência no esporte ocorrendo continuamente e nenhuma medida eficiente é realizada. As autoridades não são instruídas da maneira adequada, pois não conseguem conter as brigas nos estádios e, concomitantemente, os agressores não recebem a devida punição judicial. Posteriormente, a violência se acentua gradativamente, até alcançar proporções fatais e prejudicar a reputação do esporte e dos times.
Em concomitância com a situação citada, afirma-se que os ideais apresentados na obra “Tratado da Reforma do Entendimento” de Spinoza, não estão sendo efetuadas, considerando que eles visam uma mudança no comportamento humano, em conjunto com a contenção de características instintivas agressivas, como o ódio, que caracteriza um torcedor violento.
Diante dos fatos anteriores, faz-se necessária a criação de cursos destinados às autoridades, com o objetivo de ensiná-las a melhor agir em situações violentas nos estádios. Em conjunto, o Poder Judiciário deve punir adequadamente os infratores, por meio de multas e trabalho voluntário. Leis de regulamentação dos estádios precisam ser criadas, a fim de melhorar a estrutura de segurança, para evitar confrontos nas torcidas. Por fim, os clubes, juntamente com os órgãos públicos e as mídias sociais, devem efetuar programas de pacificação dos torcedores e jogadores, por meio da criação de torcidas mistas, campanhas nas escolas para que as crianças aprendam desde o princípio a conter seus instintos violentos e intervenção em possíveis conflitos.