Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 09/05/2019
O esporte como se conhece hoje, foge do seu propósito inicial. Se observa que, cada vez mais, uma partida de futebol deixa de ser sobre a apreciação pelo jogo, e passa a ser sobre a adrenalina de torcer. Ir à um estádio se torna sinônimo de beber, festejar, deixar o respeito de lado e provocar o rival. Como controlar a violência num ambiente que se caracteriza pela falta de respeito com o próximo?
O esporte não é o culpado pela violência, mas sim, as tradições de torcer. Torcedores de times rivais têm orgulho de jogar provocações ao próximo, tanto por meio de gritos e ofensas como por piadas na internet. A linha entre tais piadas e a falta de respeito com outro ser humano é muito tênue e, por vezes, ignorada. Estabelecendo essa relação, pode-se concluir que a violência física observada em estádios se deve à banalização da violência verbal trocada entre torcidas rivais.
De acordo com dados da USP, os casos de violência relacionados ao futebol, no Brasil, aumentaram à níveis alarmantes a partir dos anos 2000. Há de ser notado que a popularização da internet sobe proporcionalmente à tais indicies. Isso corrobora com a hipótese de que, a troca de ofensas verbais entre torcidas, está diretamente relacionada aos casos de agressão física e violência, visto que a internet é a facilitadora de tais interações.
Assim sendo, a punição aos “gritos de guerra” ofensivos cantados em estádios pelas torcidas seria um método eficaz de diminuir agressões verbais, já estabelecidas anteriormente como causas precoces dos casos de violência. Ademais, o cadastramento de torcedores se faz necessário, sendo feito de tal forma que, quando um frequentador do local de prática de determinado esporte for identificado como agressor, tenha sua entrada barrada. Com tais intervenções feitas pela iniciativa privada, aliada ao apoio da polícia militar para assegurar a proteção da cidade em eventos majoritários, é possível diminuir os índices de violência ligados ao esporte.