Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 27/05/2019
Como diz Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”, a violência no esporte não é um problema recente. Durante a década de 60, a Copa do Mundo da Inglaterra em 1966, ficou marcada pelo caos e violência gerado pelos Hooligans, grupo de torcedores que disseminavam violência por estádios de futebol. Já nos dias atuais, esse tipo de violência é uma realidade não só pelo fanatismo ao futebol como também pela impunidade.
A princípio, ser um fanático por futebol pode ser visto como algo bom, porém todo fanatismo em excesso pode gerar consequências ruins. Seja pela família ou pela mídia, desde pequenos somos impulsionados a ter uma extrema valorização e sentimentalismo aos times, chegando até mesmo a entrar em discussões por eles. Com isso torcedores crescem e desenvolvem uma crença de lutar e morrer pelos seus times, tornando-os assim, em agressores que espalham a violência com o pensamento de estar protegendo seu clube do coração.
Ademais, a impunidade dessas ações favorece os contínuos problemas com essa fúria em estádios de futebol. Exemplo disso foi no jogo entre San José e Corinthians em 2013, onde Kevin, jovem torcedor do San José, foi morto ao ser atingido por um sinalizador disparado pela torcida adversária. Além da permissão para entrar com um sinalizador no estádio, houve grande impunidade no caso, tanto para a torcida quanto para o clube, que continuou disputando a competição. Isso foi mais um de muitos exemplos de falta de punição no esporte.
Sendo assim, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para isso o Brasil deve reforçar a segurança e punição tal como desinfluenciar o fanatismo, para tal fim o Ministério do Esporte deve se juntar a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e criar leis severas de punição, fazendo com que além de multas e perca de mando de campo pelos clubes, os agressores tenham penas maiores na cadeia. Os dois agentes também devem proibir a entrada de torcidas organizadas em estádios e obrigar os clubes a cortarem quaisquer laços com essas torcidas. A mídia também tem papel importante nisso, portanto emissoras de esporte como SporTV, FOX sport e ESPN, devem se organizar com o Ministério do Esporte para promover campanhas de incentivo a apreciação consciente do futebol sem extremos fanatismo. Para que com isso, o medo e fúria ao frequentar estádios de futebol se converta em praticas atrativas de entretenimento, pois como diz Martin Luther King, “Uma das coisas importantes da não violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la”.