Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 27/05/2019
Charles Miller, um esportista brasileiro, ao retornar da viagem à Inglaterra, trouxe na bagagem uma bola, que dava início a uma da maiores paixões do povo brasileiro, o futebol. No entanto, o espetáculo esportivo que é marcado por cânticos entoados pelas torcidas, também é palco de cenas lamentáveis como brigas e selvagerias.
Em primeira análise, é notável que boa parte das confusões têm início entre as torcidas organizadas. Confrontos premeditados que transcendem os estádios de futebol, partem de criminosos infiltrados nesta associação de torcedores, os quais utilizam uma roupagem futebolística para mascarar as reais intenções, ou seja, brigas entres gangues rivais.
Além disso, vale lembrar a falta de rigor na punição aos infratores, uma vez que, após os delitos cometidos, o violador ainda possui acesso as arenas e ainda realiza as mesmas ações, com a sensação de que não será punido. Tal fato evidencia a ineficácia dos planos de ação do Estatuto do Torcedor, Lei número 10.671, do poder executivo, o qual deveria garantir a segurança e comodidade dos frequentadores do recinto futebolístico.
Portanto, faz-se necessário, um trabalho conjunto entre os Ministérios da esporte, justiça e educação, com o propósito de amenizar a violência durante e após os jogos esportivos. O Ministério do esporte deve fazer valer as diretrizes do Estatuto do Torcedor e, com o apoio da justiça, impedir ou banir a entrada dos malfeitores. Já o Ministério da educação tem o importante papel em reeducar os amantes do futebol, em parceria com escolas e mídia, através eventos, propagandas e palestras que possam mostrar a importância de torcer pelo clube em harmonia com a torcida adversária.