Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 30/06/2019

Na segunda Guerra Mundial, o pacto Molotov-Ribbentrop foi um tratado realizado pela Alemanha e URSS que garantia a medida de evitar conflitos temporariamente entre os dois países. Na atualidade brasileira, infelizmente essa política de não agressão direcionada ao âmbito esportivo entre os torcedores mantém-se ainda precária. Nesse contexto, a ausência do controle de bebidas alcoólicas em estádios e o fanatismo exacerbado de adeptos são as reais causas dos conflitos e assassinatos entre as torcidas.

No cenário da Guerra Fria, a URSS teve grande investimento na produção de bebidas alcoólicas, principalmente a vodka, o que resultou em inúmeros casos de agressões entre homens e, até mesmo, assassinatos de mulheres.  Nessa ótica, pode-se perceber que, no Brasil, a ingestão bebidas alcoólicas também favorece a proliferação de ocorrências de violência em todo território nacional e, inclusive, nos estádios esportivos.

Outrossim, é importante salientar que o fanatismo exacerbado entre os torcedores permite a inaceitação de opiniões contrárias e corrobora para o aumento de casos de agressão. Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, qualquer forma de violência gera uma derrota. Nessa conjuntura, é perceptível que a agressividade nos cenários esportivos somente fortalece a “derrota” da sociedade em relação ao seu direito de livre arbítrio desde a Constituição de 1988.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter o impasse. O governo deve investir no desenvolvimento de bafômetros digitais, de modo que esses dispositivos sejam alocados em catracas de estádios e só liberem o indivíduo quando o teste de teor alcoólico for negativo. Dessa forma, será possível evitar os conflitos e garantir o respeito entre os adeptos do cenário esportista brasileiro. Só então seremos uma sociedade que promove igualdade de direitos, assim como a visão do pacto Molotov-Ribbentrop de promover o livre arbítrio do corpo social em detrimento de guerra.