Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 05/09/2019

Os constantes casos de violência ocorridos em eventos esportivos, bem como as suas causas e consequências têm gerado na sociedade grandes discussões. Se, por um lado, as práticas esportivas são motivos de alegria, interação e bem estar social; por outro, o aumento da rivalidade, estimulado, em grande parte, pelas mídias, aliado à falta de segurança, transforma competições em verdadeiras guerras.

Conforme dados do Ministério do Esporte, cerca de 35% da população brasileira pratica e acompanha algum tipo de esporte. Somado a isso, é dever do estado, de acordo com a Constituição Federal assegurar a todos o direito ao lazer e a segurança, conquistas essas bastante fomentadas nas últimas décadas, haja vista, ser o esporte promotor de saúde e convívio social.

Apesar disso, brigas, empurrões e discussões envolvendo torcedores e, até mesmo, jogadores são frequentemente veiculadas em mídias televisivas. A esse encontro, dados do Ministério da Justiça mostram que, somente no ano de 2017, mais de 500 pessoas foram encaminhadas a delegacias de polícia após partidas de futebol. Ademais, no mesmo ano, 11 torcedores foram mortos após brigas com torcidas rivais, fato estes, conforme o historiador Leandro Karnal, reflexos da enorme violência por que passa a sociedade.

Nesse cenário, estimular a realização de eventos e praticas esportivas não basta. Faz-se necessário que o poder público e os organizadores desses eventos busquem alternativas para reduzir os índices de violência no esporte. Para tanto, mais do que a presença policial, o governo, por meio de escolas e universidades, deve criar e executar projetos que debatam o problema da violência no Brasil. Organizadores e clubes, por sua vez, devem criar formas de diminuir a rivalidade entre as torcidas criando campanhas que valorizem o espírito esportivo. Somente assim, na união de esforços, tornaremos a sociedade e, por consequência o esporte, mais segura e democrática.