Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 15/10/2019

Os Jogos Olímpicos, criados na Grécia Antiga, introduziram ao mundo um lazer que cumpre a função social de promover a cidadania e a coletividade. Em contrapartida, o esporte brasileiro do século XXI opõe-se ao propósito original: é um meio propício à violência. Dessa forma, é válido discutir as causas e consequências do problema.

Primeiramente, a rivalidade entre esportistas e o fanatismo dos torcedores contribuem para essa questão. Nesse sentido, infelizmente, o individualismo atrelado à dificuldade de conviver socialmente dominam o âmbito esportivo. Tal meio tornou-se análogo ao “estado de natureza” proposto por Thomas Hobbes: selvagem e inseguro por falta de senso de coletividade. Dessa maneira, o caráter egocêntrico e selvagem do homem moderno reflete-se no esporte e, assim, causa essa situação violenta.

Paralelamente, o declínio das práticas esportivas é uma consequência disso. Sob esse viés, tal âmbito inseguro culmina no receio quanto à participação esportiva. De fato, vandalismos e agressões são banais nas competições: ironicamente, o “país do futebol” é também o recordista mundial em mortes relacionadas à esse esporte. Diante desse temor, há diminuição de participantes e, assim, essa atividade é prejudicada.

Destarte, a violência no esporte gera causas e consequências significativas no Brasil, as quais devem ser amenizadas. Para isso, é válido que o Governo Federal ressalte o caráter recreativo e comunitário do esporte. Isso pode ser feito por meio de publicidades mostradas durante os intervalos de competições - tanto na TV quanto ao vivo- para que ele seja novamente associado a um âmbito seguro e não selvagem. Sendo assim, as práticas esportivas não diminuirão e o esporte brasileiro, longe do “estado de natureza” caótico, voltará a cumprir seu papel original como na Grécia Antiga.