Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 06/10/2019
O esporte brasileiro é praticado em diversas modalidades e é organizado por confederações nacionais de esportes, sendo a principal o Comitê Olímpico Brasileiro, tendo o futebol como modalidade mais popular e de maior engajamento social. Sob essa óptica, observa-se que a violência dentro do esporte tem se tornado algo comum e notório, tendo em vista que os números apontam para uma tendência cada vez maior de violência dentro da sociedade.
Primordialmente, torna-se necessário destacar que a hostilidade envolvendo os esportes é algo comum na comunidade tupiniquim, sendo xingamentos e agressões, físicas ou verbais, os mais recorrentes dentro e fora dos estádios. Sob dessa perspectiva, o site português Mais Futebol Total colocou o Brasil no topo de um ranking mundial que mediu a violência no Futebol , que nos últimos vinte e cinco anos datou mortes por armas de fogo, atropelamento ou bombas, tais acontecidos relacionadas com rivalidades entre times de futebol brasileiros. Mesmo com a criação do Estatuto de Defesa do Torcedor, em 2003, que regulamentou as associações e todas as ramificações no que tange o esporte em geral, e que prevê como crimes incitação e prática da violência, nota-se que esse mecanismo legal não tem surtido o desejado efeito. Logo, a falha de tais medidas legislativas é uma das principais causadoras dessa questão, dado o fato que mesmo sendo criminalizada, a violência se instaura e perpetua-se na sociedade esportista.
Outrossim, é substancial destacar que a ferocidade dentro e fora de estádios brasileiros trás consequências para toda a sociedade. Mortes, desentendimentos e rivalidades entre cidadãos são apenas alguns dos corolários que assombram a sociedade e quebram o respeito e harmonia que deveria existir as diferenças dentro da pluralidade social. Correlata a essa situação, o político brasileiro Leonel Brizola afirma que a falta de educação é a principal causadora da violência. Concomitante a educação, o filósofo iluminista Voltaire, assevera que educar mal um homem é dissipar e preparar dores e perdas à sociedade. Logo, entende-se que educar toda sociedade é primacial para driblar tal cenário.
Fazem-se prementes, portanto, medidas que visem deslindar tal vicissitude social. Destarte, as instituições escolares - responsáveis por estimular o pensamento crítico e educar a população - devem buscar conscientizar e educar os alunos. Isso pode ser feito a partir de palestras, debates e distribuição de materiais didáticos que busquem elucidar sobre a importância da educação relacionada aos esportes. Em paralelo, o Governo, em parceria com o Ministério do esporte, deve aperfeiçoar as leis que regem o Estatuto da defesa do Torcedor, objetificando aplicar penas mais justas e integrais aos crimes previstos, tendo como intento inibir a violência existente dentro do meio desporto brasileiro.