Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 24/10/2019
Desde a antiguidade, mais especificamente na Idade Média, a violência sempre foi vinculada a uma especie de espetáculo, visto grandes eventos e embates entre gladiadores, no Coliseu. Contudo, mesmo após milhares de anos, de tais de fatos, é possível perceber a persistência de barbáries, erroneamente, atrelada ao futebol e demais modalidades.
Em primeira análise, constata-se como o futebol pode ser perigoso, se o indivíduo não for instruído adequadamente. Isso decorre da cultura patriarcal e machista, na qual o incentivo a competição busca sempre a vitória e não aceita a derrota, gerando sentimentos exagerados, além do estímulo a demonstrações de “superioridade”, muitas vezes, através da violência verbal e física. Como se não bastasse, como afirma Bauman, vive-se numa época de fragilidades e imediatismo, que corrobora atos inconsequentes, como os praticados por alguns membros de torcidas organizadas, instituições que exacerbam a ideia de rivalidade.
Nesse viés, é costumeiro agressões dentro dos estádios, vide várias torcidas organizadas, que em alguns casos, por trás tem pessoas que não possuem boas condutas e criam no adversário de jogo, inimigos em potencial. Para exemplificar, no ano de 2017, o site G1 apresentou que 13 pessoas foram mortas, causadas por brigas dentro ou aos arredores dos estádios, o que denota a face deturpada, principalmente dentro dos gramados.
É notório, portanto, que questões culturais e punições insuficientes agravam a violência no futebol. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação implemente componentes curriculares desde o ensino fundamental II, nas disciplinas de humanas e na própria educação física, que instruam sobre alteridade, respeito e a importância da participação e não somente da vitória em competições. Além disso, o Ministérios dos Esportes e da Justiça devem criar meios de identificação dos torcedores, banimento dos agressores e punição relativa ao crime cometido.