Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 02/11/2019
“O futebol é a melhor invenção do homem”. Diversos jornalistas brasileiros já se apropriaram dessa frase e amantes do esporte. Sendo ou não a melhor invenção, o futebol no brasil é cultura, é o esporte mais popular da nação. Sendo um patrimônio nacional, o futebol não deve ser associado a imagens de violência e terror, que seria o principal motivo de afastar o seu grande protagonista: o público.
O esporte brasileiro é sinônimo de cultura. O futebol em especial está enraizado na cultura brasileira, e como bem define o filósofo Kier Kegard “cultura é o caminho que o homem percorre para se conhecer”. E o brasileiro encontrou nesse entretenimento uma forma de transceder. Acontece que o amor envolvido pelos clubes muitas vezes passou do limite. O que era para ser um momento prazeroso, causou momentos de terror. A cobrança por melhores resultados de seus clubes ultrapassou a barreira dos direitos humanos, e até mortes já ocorreram em estádios de futebol.
As consequências para o país são devastadoras. A diminuição de público nos estádios é a principal dela. Segundo o jornal inglês Mirror, os jogos do campeonato inglês e alemão tem capacidade média dos estádios acima dos 90% dos assentos. No Brasil, essa porcentagem não chega nem a 50%. O campeonato brasileiro da primeira divisão, que segundo a Folha de São Paulo é o campeonato mais visto entre os campeonatos esportivos de todos os esportes do país, não ultrapassa média de público de 28 mil pessoas, perdendo até para a segunda divisão do campeonato inglês.
As ações para mudança de postura devem acontecer de duas maneiras. Primeiro, a medida repressiva deve ser feita nos moldes do campeonato inglês, onde qualquer torcedor envolvido em briga é banido para sempre dos estádios. E segundo deve vim as medidas educativas, principalmente dos clubes que lutem para isso. A cultura e o esporte andam juntos, e quando soma-se o amor deve-se sempre seguir a máxima Shakespereana “Ame tudo,confie em alguns, mas não faça mal a ninguém”.