Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 15/04/2020

Os “Hooligans” marcaram de forma triste a história do futebol inglês ao deixarem profundas cicatrizes de ódio, medo e destruição. Contudo, a violência no futebol - principalmente no Brasil - não pode ser analisada de forma crua, de modo que é necessário retornar ao passado para que se possa entender que o atual quadro de violência no esporte remonta a uma política de confronto emocional que até hoje é pregado no meio esportivo.

Nesse sentido, ressalta-se que a violência nos esportes nacionais é quase que restrita ao futebol, o principal esporte nacional. Assim, há grande inflamação de emoções quando se trata deste. Desta forma, é incentivado o conflito verbal entre torcidas por uma sociedade que ensina a humilhar os derrotados e que vê o futebol como um embate que extrapola o ideário do evento esportivo.

Logo, tais atitudes deixam marcas de raiva  e ódio que, por sua vez, fomentam a violência, posto que, para os torcedores violentos, o futebol está acima da própria vida. Entretanto, a violência não se restringe ao conflito entre torcidas, de forma que as pessoas de boa-fé que iriam a um estádio aproveitar o espetáculo acabam por ser vítimas dessa barbárie, o que impede que muitas famílias possam ver o esporte presencialmente por medo da violência.

Dessa forma, o combate à violência no esporte passa por enfrentar a raiz dos problemas, o conflito ideológico. Portanto, é necessária uma ação conjunta entre times e o Ministério da Cidadania que, por meio de propaganda realizada por grandes ídolos do esporte, promova a paz e o respeito dentro do âmbito do futebol e de todos os esportes, assim como o fim da rivalidade baseada na humilhação, com o objetivo de reduzir drasticamente os índices de violência nos esportes e conscientizar os torcedores quanto à necessidade de haver harmonia e respeito dentro dos espetáculos esportivos.