Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 04/09/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizavam essa nação. Não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à questão da cultura de violência em estádios do país do futebol. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: busca por prazeres instantâneos e injustiça.

Em primeiro plano, é preciso atentar a necessidade do prazer imediato presente na questão. De acordo com Hedonismo –filosofia grega— o prazer é o bem supremo da vida humana. Nessa perspectiva, a procura por prazeres é justificada como o sentido da vida moral. No entanto, essa busca caracteriza-se como um agravador das manifestações de agressões que ocorrem nos estádios. Assim, a falta de um planejamento radical e menos imediatista impede que a adversidade seja resolvida, podendo, portanto, inclusive, trazer consequências mais danosas.

Outrossim, a injustiça ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse contexto, a máxima de Martin Luther King de que " a injustiça num lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar" cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange à agressividade nas arquibancadas brasileiras.

É necessário, portanto, que políticas públicas sejam desenvolvidas para a solução do problema. Para esse fim, é necessário que o Ministério da Justiça realize, por meio da lei, ações de punição aos agressores , além de reforçamento policial nos estádios, a fim de garantir a integridade dos torcedores e manter o ambiente seguro. Em suma, e preciso que se aja agora, pois, como defendeu Martin Luther King: " Todo hora é hora de fazer o que é certo".