Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 16/10/2020
O futebol brasileiro conquistou cinco títulos mundiais, e não há dúvidas da paixão ímpar de sua população pelo esporte. No entanto, o país também enfrenta desafios em termos de violência propagada principalmente por torcedores e grupos do acampamento. Isto permite-nos compreender que os regulamentos dos adeptos responsáveis por zelar pela regulamentação, segurança e controlo do estádio não têm cumprido as suas funções, resultando no trágico distanciamento da família e da sua paixão pelo desporto. Nesse sentido, é necessário analisar os principais motivos, consequências e possíveis soluções para este impasse.
Primeiramente, precisa-se entender que neste país em que se vive uma era de violência social sem precedentes, seu cenário se reflete diretamente no comportamento da torcida organizada, que costuma usar a internet como ferramenta de confronto e combate, combinando o comportamento bárbaro com ações lesivas ao seu time, que terminam de forma fatal. Dessa forma, pode-se citar um caso relatado pelo jornal O Globo do DF em 2008, quando um confronto violento entre torcedores de competidores resultou na morte de um jovem participante e um policial o agrediu em uma tentativa. Militar de cabeça média. Assim, casos como este mostram que, em termos de segurança dos torcedores, a falta de preparo das instituições públicas é inaceitável.
Seguidamente, o estado decidiu investir em medidas como a “Torcida Única” para evitar reuniões organizacionais realizadas no mesmo local, mas falhou por falta de fiscalização e certificação. Além disso, as penas impostas pela lei para crimes desta natureza são inválidas e na maioria dos casos nem sequer são aplicadas. Assim, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa visão se confirmou: entre 2014 e 2015, apenas 3% dos crimes registrados foram punidos. Ademais, segundo o IBOPE, a impunidade impede que as famílias voltem aos campos, pois 43% dos brasileiros afirmam que não vão mais aos estádios por medo de grupos organizados.
Logo, conclui-se que a agressividade dos torcedores rivais e a falta de atenção do país são os determinantes da violência no esporte brasileiro. Portanto, o governo, responsável pela aprovação de leis, deve agir a partir da promulgação de leis que punem e proíbem claramente a entrada de criminosos no estádio. Para tanto, o clube será cadastrado biometricamente para identificação do sócio responsável pela torcida. Se as equipes mostrarem inércia a este respeito, também devem orientar diretamente os técnicos, dirigentes e presidentes do clube para influenciar aqueles que hoje desempenham um papel secundário no combate à violência.