Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 19/10/2020
A violência remonta à Idade Média e está associada ao poder, razão pela qual os gladiadores são extremamente cruéis e é isso que os valores culturais provam. Porém, o tempo passou e hoje os direitos humanos proporcionam segurança e bem-estar social. No entanto, esses direitos só existem teoricamente quando se analisa a violência no esporte brasileiro. Nesse caso, além das possíveis intervenções, fica evidente a importância de verificar suas causas e consequências.
Em primeiro lugar, é preciso entender que neste país que viveu uma era de violência social sem precedentes, sua cena se reflete diretamente no comportamento da torcida organizada, que costuma colocar bárbaros antiabortionists contra seus times e usar a Internet. Como ferramenta de combate acabou de forma fatal. Por exemplo, podemos citar um caso relatado pelo jornal “O Globo” do DF em 2008. Na época, um violento confronto entre torcedores de competidores resultou na morte de um jovem participante. Atingiu a cabeça dos militares. Casos como este mostram que a falta de preparação das instituições públicas para a segurança dos torcedores é inaceitável.
Por isso, o estado decidiu investir em medidas como a “Torcida Única” para impedir as reuniões organizacionais realizadas no mesmo local, mas falharam por falta de fiscalização e certificação. Além disso, as penas impostas pela lei para crimes desta natureza são inválidas e na maioria dos casos nem sequer são aplicadas. Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma essa visão: entre 2014 e 2015, apenas 3% dos crimes registrados foram punidos. Além disso, segundo o IBOPE, a impunidade impede que as famílias voltem aos campos porque 43% dos brasileiros afirmam que não vão mais aos estádios por medo de grupos organizados.
A conclusão é que a agressividade dos torcedores rivais e a falta de atenção do país são os determinantes da violência no esporte brasileiro. Portanto, com base na promulgação de leis para punir e proibir criminosos de entrar no estádio, o governo deve agir. Para tanto, o clube será cadastrado biometricamente para identificação do sócio responsável pela torcida. Se as equipes mostrarem inércia a este respeito, também devem orientar diretamente os técnicos, dirigentes e presidentes do clube para influenciar aqueles que hoje desempenham um papel coadjuvante no combate à violência.