Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 23/10/2020
Existem Limites para o Amor
Durante o governo de Getúlio Vargas, o futebol não só se popularizava, mas também era usado como artifício de propaganda e alienação. Na atualidade, o esporte virou a grande paixão popular dos brasileiros, entretanto, esse amor tornou-se motivo para hostilidade e transgressão da ordem.
Em primeira instância, a mídia influência os torcedores a criarem um sentimentalismo por seu clube. Essa sensibilidade exagerada, muitas vezes, é causadora de atos extremos dentro dos estádios de futebol. A expressão “futebol é guerra” passa a ser interpretada no sentido literal pelos torcedores fanáticos, que enxergam o time oposto como um verdadeiro antagonista. Essa mentalidade incita os adeptos de tal forma que saem do controle o risco e o perigo da violência aberta e direta.
Além disso, o país não possui ações rigorosas para combater a problemática. Segundo Carlos de Lacerda — político brasileiro — “A impunidade gera a audácia dos maus”. A pouca ou inexistente aplicação de penalidades aos envolvidos em barbáries alimenta práticas que geram danos aos estádios e de violência física e verbal aos demais indivíduos que frequentam o espaço. O Brasil se destaca pelo número de mortes em conflitos de torcidas organizadas, o que evidência a ineficaz segurança nos espaços futebolísticos.
Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para combater a ferocidade dentro dos estádios brasileiros de futebol. Os clubes esportivos deveriam promover parcerias com a mídia para a produção de campanhas de conscientização das massas, a fim de mudar a conduta dos torcedores e condenar qualquer tipo de violência. Ademais, cabe ao Ministério da Segurança aumentar o policiamento nesses locais, e ao judiciário à criação de leis que punam de forma rígida o violador por meio de multas, com o objetivo de provocar temor enquanto a prática de tais atos. Só assim o Brasil poderá apreciar de forma correta a essa paixão.