Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 29/10/2020

Na Idade média, atos de violência eram associados as manifestações de imposição e poder. Em Roma, no coliseu, era natural a normatização da violência, a brutalidade nesses espaços era exposta de forma pública para plateia, baseada em questões culturais. No Brasil, atualmente, as agressões físicas em locais de entretenimento ainda são pertinentes, baseadas em uma cultura da violência existente no país, o qual expõe naturalidade da problemática em questão, e permite a escassez de segurança prejudicando a singularidade como país do futebol. Nesse contexto, dois pontos se fazem relevantes: sentimentalismo imposto x impunidade.

Primeiramente, é valido citar que a paixão pelo time pode ser agravada para o fanatismo, surgindo o risco da perda do autocontrole por parte dos indivíduos. De acordo com o sociólogo e pesquisador Mauricio Murad, no ano de 2012, vinte e três pessoas foram mortas apenas pelo fato de torcerem por times diferentes, muitos desses casos cometidos por pessoas aparentemente “normais” quando desempenham outros papeis sociais. Esses fatos afirmam o quanto o fanatismo é problemático e que pode deixar marcar enraizadas na nossa cultura, é preciso ir ao encontro do pensamento do filosofo Sartre: “A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta, é sempre uma derrota”.

Além disso, o Brasil passa por uma disparidade no futebol, a separação de grupos fazem com que se formem ideologias diferentes que, embora surjam de diversas formas, nunca são totalmente aceitas, elevando assim o nível de violência. Nesse contexto, há um conceito matemático chamado jogos de sinais, um sinal positivo multiplicado ao negativo, sempre gera um sinal negativo, podendo ser aplicado já que, apesar da história com o futebol ser de extrema importância nacionalista, se não agir com harmonia e respeito poderia manchar a identidade cultural brasileira. Assim como cita Genesis 6,13 “a terra está cheia de violência por causa dos homens”, e por isso é de extrema importância começar a mudança por eles.

Diante dos fatos expostos, é necessário que mudanças sejam realizadas a fim de mudar esse cenário caótico. O governo, principal agente social, precisa adotar um maior policiamento e revista na entrada, adotando estádios mais modernos, com melhores sistemas de segurança - como o cadastramento biométrico - além de maior preparo profissional para essas ações, a fim de ajudar na identificação de possíveis infratores e garantir que brigas e discursões não aconteçam. Por outro lado a polícia poderia criar, delegacias especializadas no assunto, pois, desse modo, a sensação de impunidade seria reduzida, já que as punições seriam mais afetivas. Só assim, com ações e apoio da sociedade, a realidade triste da violência no esporte, deixará de existir em nosso país.