Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 30/11/2020
No filme “Casamento de Romeu e Julieta”, o casal foi proibido de continuar juntos por causa da rivalidade entre os times que torcidam. De fato, a competição presente dentro do campo também é refletida fora. Nesse sentido, debater sobre violência no esporte é pertinente ao contexto brasileiro. Fica notório que a causa dessa agressividade está enraizada na sociedade do país e acarreta como consequência, o distanciamento dos torcedores comuns.
Deve-se pontuar, antes de tudo, que o Brasil é o décimo sexto país mais violento do mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Nessa lógica, é válido afirmar que o brasileiro vive submerso em um estrutura de violência, de modo que age com agressividade às discussões simples do cotidiano. Segundo o sociólogo Max Weber, para assegurar a ordem pública, o Estado deve ter o monopólio sobre a violência. Logo, presume-se que já como o Brasil perdeu o controle exclusivo sobre essa conjuntura, os cidadãos sentem a necessidade de atacar como forma de defesa e gera esse caos público até em ambientes de lazer, como nas arquibancadas.
Ademais, essa problemática causa insegurança que afasta diversas pessoas de torcerem ao vivo pelo esporte amado. Dentre esses efeitos, conforme a Constituição Federal de 1988, as manifestações desportivas devem ser incentivadas pela República. Por certo, o país demostra despreparo em garantir esse direito, uma vez que não consegue assegurar a segurança dos cidadãos nas torcidas dos jogos. Desse modo, percebe-se certa urgência na adoção de medidas que trabalhalhem esse problema e seus efeito dentro da sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que a competição deve ser saudável e limitada aos estádios, diferente do que foi retratado em “Casamento de Romeu e Julieta”. Assim, é necessário que o Ministério da Segurança Pública, com ações dos governadores, aumente o efetivo policial, por meio de concursos públicos, com o intuito de aumentar o número de policiais por indivíduo de modo que consiga ampliar a área de proteção pública até aos esportes. Além disso, os comitês dos desportivos precisam colocar mais guardas e câmeras nos estádios, por intermédio de verbas para a segurança, como forma de investimento, visto que esses atos irão resultar em mais torcedores. Enfim, a partir dessas ações, as torcidas terão o direito de manifestação esportiva amplamente garantido.