Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 13/01/2021
“No meio do caminho tinha uma pedra”. Esse trecho, do poeta Carlos Drummond de Andrade, conota a existência de um empecilho que impede a continuação de um percurso. Analogamente, no Brasil hodierno, é fato que, símile à pedra de Drummond, a violência no esporte brasileiro dificulta o progresso da sociedade, porquanto prejudica a imagem do esporte em uma ampla escala social. Sob esse prisma, a fim de explanar o principal rastilho desse revés, faz-se mister a análise do elevado número de preconceito e de suas respectivas consequências.
Diante desse cenário, o preconceito corrobora para o lado negativo do esporte na sociedade. Segundo o psiquiatra Augusto Cury, “frágeis usem a violência, e os fortes, as ideias”. Todavia, é indubitável que a realidade brasileira vai de encontro ao propósito supracitado, haja vista que o esporte invés de ser um local de engajamento cultural e de lazer, acaba tornando cena de crimes, como o preconceito étnico e homofóbico. Isso porque, praticantes desses atos ilegais dizem se sentir menosprezado quando observar-se esse tipo de cultura devido sua religião ou ideologia ser ao contrário da forma apresentada, ocasionando, assim, discursos de ódio para os indivíduos preto e homossexual . Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.
Por conseguinte, reflexos adversos da problemática são nítidos na sociedade. Nesse contexto, a princípio, destaca-se que as pessoas que sofrem certos preconceitos acabam desenvolvendo problemas psicológicos como depressão, por se sentirem excluídos e ameaçados em locais públicos pela sua tonalidade de pele ou opção sexual. Outrossim, vê-se, também, que o trauma é um dos outros fatores desenvolvido em virtude do acontecimento sofrido, causando um receio a comparecer ao lugar novamente e ser agredido verbalmente ou fisicamente. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Diante do exposto, a fim de remover essa “pedra” do Brasil, é imperiosa uma intervenção. Para isso, cabe ao Estado – maior interventor das ações públicas da União -, por via de subsídios, fomentar uma melhora na segurança pública em áreas espotivas. Isso será feito de modo que o Estado, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, aprimore a segurança com a instalação de câmera que possa capturar imagens de todo ato de preconceito e violência estabelecida. Logo, deve haver uma atualização na lei, deixando mais severa e com o maior tempo de prisão ao agressor. Feito isso, o país irá reduzir o elevado número de violência esportiva.