Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 06/06/2021
Em Outubro de 1988, uma sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: uma Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito a segurança pública. Entretanto, a violência no âmbito esportivo impede que os brasileiros usufruam desse direito constitucional. Com efeito, a desconstrução da omissão do Estado, bem como da influência digital nos comportamentos sociais são capazes de fazer com que o problema seja tratado com a importância devida.
Nessa perspectiva, a negligência do Estado favorece a ineficácia das leis, a qual contribui para a insegurança. A esse respeito, em 1955, o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela revolucionou a história do seu país ao usar a Copa do Mundo de Rúgbi para uma população. Todavia, uma população verde-amarela está distante dos objetivos Mandelianos. Isso porque a crescente impunidade e ausência de investimento nas cortinas de segurança criam um cenário propício para a agressividade - sobretudo no futebol brasileiro. Assim, não é razoável que a selvageria permaneça em um país que almeja o desenvolvimento.
Outrossim, a revolução global da internet é uma das principais causas da disseminação do ódio. “O homem é o lobo do homem”. O filósofo inglês Thomas Hobbes afirma que o grande inimigo dos seres humanos são eles próprios, por serem naturalmente violentos. Portanto, ao se fazer paridade com o aumento das violências verbais por conta do esporte nas redes sociais, o ciberespaço se torna local de guerra de todos contra todos. Além disso, a polarização das torcidas é capaz de incentivar atrocidades para além do espaço virtual, o que vai ao encontro da tese de Hobbes. Desta forma, enquanto respeito a cidadania não for prioridade, paz no esporte será exceção.
Há de se combater, portanto, uma perpetuação da violência no esporte brasileiro. Em primeiro, o Estado - como pilar de soberania e promoção social - é responsável por garantir a segurança dentro dos eventos esportivos, por meio de incentivos financeiros que ampliem a atuação da PM e coloque em vigor - com eficácia - as leis que proibem a violência desportiva, com o intuito de minorar tais tragédias. Ademais, as escolas, responsáveis pela transformação social, devem educar os jovens e crianças quanto ao discurso de ódio na internet, por intermédio de projetos pedagógicos, como palestras sobre respeito e violência, capacitar a solução de uma guerra de torcidas cibernéticas, essa iniciativa teria a garante de evitar a insegurança e garantir que o Brasil seja uma nação saudável, e de fato, livre da violência.