Causas e consequências da violência no esporte brasileiro
Enviada em 19/11/2021
Segundo Constituição brasileira, promulgada em 1988, é dever do poder público zelar pelo bem-estar da população, garantindo os direitos essenciais, como a segurança. Entretanto, são poucos, de fato, que possuem esses privilégios efetivados, visto que a ocorrência da violência no esporte brasileiro, devido à falta de conscientização social atrelada ao individualismo, vai de encontro com o exposto na Magna Carta. Nesse sentido, convém analisar as causas e soluções viáveis para atenuar tal problemática.
Deve-se analisar, de início, como a falta de conscientização social contribui para a permanência desse impasse. Consoante com o filósofo Émille Durkheim, a educação é um fator primordial para a formação dos valores morais requeridos para o convívio em sociedade. Sob tal perspectiva, pode-se afirmar que a falta de um ensino dinâmico, que aborde as problemáticas sociais, como as consequências da violência no esporte, impede a garantia da harmonia social proposta pelo filósofo, tendo em vista que, sem a conscientização social, os cidadãos priorizam a violência e não o diálogo. Dessa forma, verifica-se a necessidade de ações contundentes para mitigar essa conjuntura.
Somado a isso, é essencial compreender como o individualismo permite a manutenção desse panorama. Sob a perspectiva do conceito “Homem Cordial”, proposto pelo sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, pode-se afirmar que os brasileiros tendem a ser individualistas, priorizando os interesses pessoais em detrimento aos coletivos. Dessa forma, essa tendência compromete a empatia nas relações sociais, principalmente no que tange a violência no esporte, visto que os cidadãos não desenvolvem o sentimento empático com o próximo, o que resulta, infelizmente, na ocorrência de agressões físicas e verbais.
Diante disso, é necessária uma ação efetiva por parte do governo, instância máxima de administração executiva, que consistiria em campanhas de cunho informativo e de amplo alcance, por intermédio dos principais meios de comunicação, como publicações nas redes sociais e reportagens em canais públicos da televisão. Nesse processo educativo, deve ser abordada a importância da empatia nas relações sociais e a importância do diálogo em detrimento a violência, a fim de conscientizar e garantir o direito dietético à segurança presente na Magna Carta. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação proporcione ao planejamento escolar um ensino dinâmico, voltado para a conscientização social nos diversos âmbitos, a fim de garantir a empatia nas relações sociais.