Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 28/06/2022

A Constituição Federal de 1988, no artigo 6, garante o lazer e a segurança como direitos sociais. Contudo, no Brasil hodierno, essa prerrogativas são frequentemente ameaçadas pela violência no esporte brasileiro. Nesse sentido, é essencial discutir a comum sensação de impunidade e a banalização de práticas agressivas como causa e consequência desse problema, com o fito de serem promovidas medidas para a mitigação desse óbice social.

Sob essa ótica, a princípio, destaca-se a equivocada ideia de que atos de violência nos locais destinados ao entretenimento desportivo não têm consequências. Sobre isso, conforme o Estatuto do Torcedor, é crime praticar ou incitar a violência em ambientes de eventos esportivos e seus arredores. No entanto, o desconhecimento e ,por conseguinte, o descumprimento dessa norma é comum entre frequentadores desses espaços. Assim, por exemplo, conflitos entre torcidas nos estádios de futebol são cada vez mais frequentes.

Consequentemente, muitos desses ambientes – teoricamente destinados para o lazer e entretenimento da população – tornam-se palco de vandalismo e selvageria. Nesse viés, cabe o conceito de “banalidade do mal”, da filósofa Hannah Arendt, caracterizado pela massificação de condutas ameaçadoras à dignidade humana e à democracia, exemplo disso é a excessiva rivalidade entre torcidas de times oponentes. Seguindo essa ideia, a violência no esporte confirma isso pelo fato de o Brasil ser recordista em mortes relacionadas a conflitos entre torcedores, consoante dados divulgados no portal de notícias UOL, em 2018.

Portanto, a fim mitigar a violência relacionada ao esporte, urge que o Ministério da Cidadania, principal agente responsável por construir políticas ligadas ao esporte, promova campanhas informativas acerca das condições de frequentação dos locais de eventos desportivos. Essa ação deve ressaltar a importância do respeito entre os torcedores e ser feita por meio de propagandas nos canais de comunicação, como redes sociais e televisão. Desse modo, conflitos no esporte não mais ameaçariam os direitos ao lazer e à segurança do povo brasileiro.