Causas e consequências da violência no esporte brasileiro

Enviada em 02/08/2022

Na civilização romana, o maior espetáculo esportivo eram as disputas de guerra no Coliseu - uma forma de estádio primitivo. Nesse espaço, guerreiros demonstravam suas habilidades frente ao público e ao rei, o qual decidia o vencedor. Na contemporaneidade, embora tal esporte tenha sido extinto, a violência ainda paira, no Brasil, sobre as relações de torcida e de jogadores, em uma relação desfavorável para ambos. Dessa forma, deve-se analisar as causas e as consequências da violência no esporte brasileiro.

Em primeira análise, nota-se que a hostilidade esportiva, qualidade de quem causa ou recebe violência, é resultado de um “efeito manada”. Nesse sentido, na tentativa, indireta, de manifestar insatisfação com o clube, o torcedor exagera o caráter emotivo em detrimento da segurança alheia, visto que não há uma política rígida frente às brigas generalizadas. Com isso, outros torcedores passam a aderir ao movimento, o que se intensifica em um “efeito manada”. Essa relação é notada, por exemplo, no livro “Violência no futebol”, em que o autor expõe o Brasil como “o país que ocupa o primeiro lugar em mortes comprovadas de torcedores”. Destarte, enquanto a política pública estiver em segundo plano, o esporte continuará violento.

Consequentemente, os prejuízos aos clubes e à própria matéria humana assumem condições expressivas. Nessa linha, segundo dados dos Institutos Datafolha e Ibope, o futebol é o esporte preferido de cerca de 70% da população brasileira. Porém, com as brigas generalizadas, a segurança de todo o cenário esportivo é ameaçada, de modo que passa a se mostrar como um ambiente hostil, sem qualquer responsabilidade com o lazer. Dessa forma, medidas para descontruir tal relação de hostilidade se fazem necessárias.

Portanto, nota-se a violência no esporte brasileiro. Nessa lógica, o Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos - órgão garantidor dos direitos individuais - deve acompanhar, por meio de sua jurisprudência, as ações dos órgãos desportivos frente aos direitos individuais, exigindo, por exemplo, maior quantidade de policiais nos estádios, alarmes e saídas de emergência. Assim, será possível interromper, como na história do Coliseu, a violência no esporte.