Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 11/09/2019

Com o advento da “Revolução Informacional”, nota-se uma sociedade cada vez mais rodeada de tecnologia e com amplo acesso a conhecimentos, porém ainda despreparada para lidar com tamanha carga de informações. Embora traga muitos benefícios, a multiplicidade de conteúdo pode desencadear distúrbios como a cibercondria. Fatores como a automedicação e o abandono a tratamentos demonstram a especificidade do atual quadro no Brasil.

Em primeiro plano, é necessário destacar que a facilidade e a rapidez em que é encontrado diagnósticos e informações, favorece a automedicação. O uso indevido de remédios pode ser extremamente perigoso, podendo causar intoxicações ou o agravamento de doenças. De acordo com filósofo Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre . Assemelhando a esse pensamento, infere-se que a liberdade de escolha sem instrução e conhecimento prévio pode ser maléfico ao indivíduo.

Ademais, outro aspecto se faz relevante, com a disseminação de experiências pessoais na internet, muitas pessoas se apropriam de diagnósticos alheios por semelhanças entre os sintomas. Contudo é necessário um diagnóstico com especialista , que considera exames e diversos fatores para efetuar o diagnóstico, o que demanda tempo. Com a aceleração diária e o desejo de uma cura rápida, muitas pessoas confiam em experiências, comumente sem nenhuma propriedade médica, encontradas na rede e acabam abandonando tratamentos, podendo agravar a situação em que se encontra.

Portando, é notório que a liberdade que a internet proporciona pode desencadear um quadro de calamidade pública. Diante de tais impasses, faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas de esclarecimentos para a população, informando e alertado de todos riscos que um diagnóstico feito sem avaliações médicas pode causar, por meio de vídeos e cartazes intuitivos e de fácil entendimento veiculados pelas grandes mídias, principalmente na rede mundial, por ser a principal ferramenta envolvida na situação, para que munidos de informação e alertados dos riscos, a população diminua essa prática. Além disso, promova uma lista com sites em que as informações contidas favoreçam o conhecimento sobre as enfermidades.