Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 26/09/2019
Isaac Newton, por meio da inércia, afirma que tudo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força suficiente atue sobre ele, o que faz com que mude seu percurso. Com o avanço da internet, a cibercondria é um problema que está se intensificando na sociedade brasileira. Com isso, ao invés de funcionar como a força suficiente capaz de mudar o percurso da persistência para a extinção, fatores governamentais acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar uma pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre Tecnologia da Informação, que diz que 33% dos usuários buscam informações sobre saúde na internet. Dessa forma, os indivíduos acabam se automedicando, de acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 79% dos brasileiros maiores de 16 anos tomam remédios sem prescrição médica. Embora a disponibilidade de informações nos sites seja alta, nem sempre são corretas ou estão completas, o que leva a pessoa a tomar a dose errada do medicamento, o que pode piorar o quadro da doença.
Entretanto, a questão está longe de ser resolvida. As longas filas de espera nos hospitais públicos são uma das maiores justificativas para que a internet seja consultada. Outrossim, a facilidade de obtenção dos dados faz com que tais pessoas optem por deixarem de ir ao médico e assim, tomarem remédios por conta própria. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.
Portanto, ao considerar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. Assim, para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas ruas e escolas, que mostrem os males da cibercondria. Além disso, a Receita Federal deverá investir uma maior parcela dos impostos arrecadados para a contratação de profissionais da saúde, com o intuito de diminuir as filas de esperas nos hospitais. Só assim, será possível mudar o caminho da persistência para a extinção.