Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 10/09/2019

O advento da internet revolucionou ou até substituiu o meio como as pessoas buscam informações, isso verifica-se inclusive na esfera da saúde, visto que 1 em cada 20 buscas é sobre esse assunto, segundo pesquisas do Google Brasil. Essa realidade pode ser explicada pela comodidade que as Redes propiciam e por questões econômicas ligadas ao deficit de saúde pública, o que gera consequências desastrosas.

Em primeira análise, de acordo com o Centro de estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação, 33% dos usuários usam sites de busca para pesquisar sintomas de doenças. Esse resultado é um reflexo da comodidade que a internet proporciona e está relacionada à abundância de informações e à linguagem acessível a todos os públicos. Por consequência, o indivíduo prioriza o Google em detrimento de uma consulta médica, levando a automedicação e desencadeando problemas mais sérios de saúde.

A posteriori, sabe-se que a falta de investimentos em saúde pública prejudica as classes mais baixas, cujo poder econômico não é suficiente para custear tratamentos particulares. Nesse sentido, como o acesso à internet é mais barato, os sujeitos buscam os sites que disponibilizam os sintomas, tratamentos de doenças e até bulas de remédios. No entanto, essas informações nem sempre são confiáveis, e por não saber interpretar, a pessoa pode ignorar algum sinal importante e desenvolver algum problema mais grave.

Em síntese, a cibercondria é oriunda de diversos fatores que acabam por prejudicar a vida dos seres humanos. Portanto, o Ministério da Saúde pode exigir que farmácias peçam uma prescrição médica para vender medicamentos, por meio da aplicação de multas se necessário, a fim de reduzir a automedicação. Além disso, hospitais pode criar sites com informações relevantes sobre doenças e seus sintomas, além de uma aba de perguntas para os pacientes tirarem dúvidas com os médicos, com o intuito de tornar a internet uma aliada, e não um empecilho.